O ar que bate em meu rosto é o ar que me faz respirar. Alimento.
Respiração essa que é confortante principalmente nos dias que a sinto entrando… saindo…
Ora estou sem ar, ora com excesso… Ora tento o equilíbrio. Respiro. Sinto.
Uma vida de ar e sem ar.
Mar adentro me ponho a nadar.
Mar aberto e claro, com águas límpidas ainda assim algo me assombra, sinto o convite… mar sereno, ainda sim conflitante… Como eu, reflito.
Eu nunca serei ela.
Eu nunca serei como ela.
Sou atravessada por ela, pela dor, talvez por alguma força. Procuro.
A força de ser mulher, de ser mãe.
A força de ser quem eu sou.