E o ano é de 2018…



Me encontro no silêncio mais profundo
Me encontro no interior
Dentro de mim muitas palavras querem sair
Elas brigam se degradam e se calam
Me encontro na escuridão
Me encontro na pequenez
No que há de menor em mim
(em viagem…)

O abraço é o aconchego de duas almas
Dois corações se tocam
As peles tem o seu encontro
O sorriso são mais um alento
O carinho reconhece a paz
A paz toma conta

Prezo
Respeito
Alento
Carinho
Abraço
Amor

“Eu passei por muitas histórias de corações partidos, hoje eu escolho corações inteiros.” (Constelação F.)

A dor de ser alguém
A dor de se descobrir
A dor de ficar bem
A dor do encontro
A dor da arte de viver
Tudo é dor… tudo é amor
(+ de 1 mês vivendo fora do meu país…)

Nesse mergulho profundo dentro de mim,
me encontro na minha escuridão, onde um lado é luz
e o outro sombra
O choque do mais sincero e honesto sentimento com
a minha personificação

Dentro dos meus dias vazios e quentes nesse paradoxo me encontro
Dentro de mim nessa redundância de sentimentos repetidos e repetidas vezes, me suporto, me agarro, me elevo e caio, desabo para dentro
Nesse mesmo movimento redundante, paradoxal, caio para dentro nos dias quentes e vazios, me suporto, me agarro, me expresso.

Tudo é tão abstrato
O amor é tão abstrato
A raiva é abstrata
A indiferença é pontual
Qual a figura de linguagem me refiro: Hipérbole ou eufemismo?
Qual o encaixe?

Busco o equilíbrio
Mergulho fundo
Volto. Respiro
Encho-me de ar
Mergulho
Quero expressão
Quero sentir
Quero escrever
Quero entrelinhas
Encontro o equilíbrio no espaço do sentir.

Diante do espelho
Reluz a alma
Vejo o através
Acho que vejo
Vejo luz
Olho mais fundo
Vejo sombra
Vejo luz, contorno
Dentro tem sombra
É preta, sem brilho
Toco a luz
É maior, a sombra persiste
Quero mais luz, por favor
O preto é mais forte,
Escureceu…

A casa está montada
Roupas cabides, televisão, cama, colcha de flores
Abajur, luz
Espelho, o que reflete?
Paredes brancas
Frio, tem aquecedor
não esquenta
O armário tem uma porta aberta, pouco aberta
Quero entrar, olhar para dentro
De dentro para fora
Não entro, fico de fora.

A menina tem um coração
o tempo o arrancou
cortou-o ao meio
Raiva, medo, tristeza
um fio de felicidade
de novo, raiva, medo e frio
o coração volta na mulher
partido mas ainda bate, batidas fortes
tão nova
tão mulher
Raiva, medo e tristeza
dois fios de felicidade
Um raio de sentido
O coração parece inteiro
parece que bate menos forte


Vejo um prédio a minha frente
Olho para cima tem o encontro com o céu
Está azul
Está sol
Olho novamente o prédio
Está lá
Anoiteceu
Está escuro
Vejo as estrelas
Olho novamente e o prédio continua lá
Amanheceu
O céu está rosado
Está nublado, muitas nuvens, brancas
Estão encharcadas de chuva
Muita chuva cai
O prédio ainda está lá.

Flores Azuis, Verdes, Rosas, Laranjas…
Pequenas, Médias e Grandes
Murchas, Vivas, Semi-mortas, Mortas.

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Autor: Patricia Oliveira

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