O ar que bate em meu rosto é o ar que me faz respirar. Alimento.
Respiração essa que é confortante principalmente nos dias que a sinto entrando… saindo…
Ora estou sem ar, ora com excesso… Ora tento o equilíbrio. Respiro. Sinto.
Uma vida de ar e sem ar.
Mar adentro me ponho a nadar.
Mar aberto e claro, com águas límpidas ainda assim algo me assombra, sinto o convite… mar sereno, ainda sim conflitante… Como eu, reflito.
Eu nunca serei ela.
Eu nunca serei como ela.
Sou atravessada por ela, pela dor, talvez por alguma força. Procuro.
A força de ser mulher, de ser mãe.
A força de ser quem eu sou.
Autor: Patricia Oliveira
2/05/2017
Embalo um filho no coração e no outro razão.
Nesse encontro de irmãos, em família, nós, um furacão de sentimentos.
Culpa.
Dor.
Vazio.
No meu coração de mãe.
No encontro, na estrada e a mãe natureza, o belo se mostra, o mais profundo dos sentimentos visto nesse encontro, o amor de uma mãe pelos que se vão, pelos filhos que se vão pela estrada afora…
2017…
Que amor é esse que exala de desconexão?
Já vivi muitos amores, já vi muitos amores, muitos foram só paixão, o tempo me contou…
Amor não fala separado, amor não é desconexão…
Qual o amor sobrevive distanciado?
Quem me dará respostas? O tempo? O vento?
Você? ou Eu?
Quem será o meu amor?
Eu? ou você?
Quem eu sou?
Quem eu quero que me ache no mais profundo pensamento?
Quem que quero que me salve no mais profundo amor?
Será que eu já descobri e não quero aceitar?
O ano é de 2017….
E na volta,
Vieram as duas caminhando pelos seus pensamentos mais profundos
Atravessadas pelo encontro de sangue, sangue familiar entrelaçado em uma noite de festa.

E o ano é de 2014…
Tento me juntar no enrolo e no desenrolo, não me acho.
Me escondo nas entranhas do enrolo e do desenrolo… Preciso tentar, tento de novo e de novo, de novo para um dia me encontrar por aí…
O encontro de duas almas requer mais que corpo, requer amor, requer entrelaço, requer envolvimento, requer deslumbre.
Vivo a brisa do meu encontro.
Me enrolo e não me encontro.
Insisto, tento me ver…
Aonde estou?
Como estou?
Desenrolo, não me acho, não me vejo.
Tento de novo, me vejo espalhada pelos encontros que tive.
Cartas
Eu sei que nunca terei coragem de lhe entregar essa carta, porém, em um momento de cultivar a gratidão, preciso escrever a alguém por quem tenho esse sentimento… O ano é de 2014…
No próximo semestre, não o verei tanto quanto eu gostaria, mas gostaria de lhe dizer o quanto você contribuiu na minha vida, e tenho certeza de que você não imagina. Existe um êxtase da minha parte com a sua presença…
Obrigada! Obrigada por ter me proporcionado aulas maravilhosas, com conteúdos que levarei para a vida; conteúdos com sentimento; excelentes aulas.
Com certeza, você estará comigo ao longo da minha carreira. Obrigada pelas explicações profundas e pela abertura aos alunos, obrigada pela sensibilidade, obrigada pelo despertar de uma profissional mais profunda. Você fez diferença na minha vida.