Nasceu!

– Oh! Como ele é lindo!

– Nasceu a cara da mãe!

– Nada, é a cara do pai!

– Que cor linda!

– Nossa, é muito cabeludo!

Oh! daqui, Oh! dali

-Será um campeão!

– Nada, será um matemático!

– Não, será palestrante, olha como tenta balbuciar algo…

– Mas, é tão lindo, não é?!

A mãe ouvindo tudo aquilo, muito feliz por aquele momento e por estar ouvindo pessoas queridas e elogios ao seu bebê. Que momento mágico e tão único.

As previsões se vão com o vento.

Ele será o que ele achar que deve ser.

Foi crescendo, andou, falou, correu e alguns diziam:

– andou muito cedo!

-falou muito cedo!

– dará trabalho!

A mãe ouve e continua ali profundamente feliz com o seu pequeno. Pouco se importando se falou, andou, correu cedo.

Importa mais o sorriso, o brilho nos olhos, os movimentos do corpo. Importava se estava sendo criança. Se brinca, se olha como criança, se chora quando precisa de algo.

O menino era encantador, a mãe aprendendo a ser, e a crescer junto com o menino.

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Autor: Patricia Oliveira

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