– Oh! Como ele é lindo!
– Nasceu a cara da mãe!
– Nada, é a cara do pai!
– Que cor linda!
– Nossa, é muito cabeludo!
Oh! daqui, Oh! dali
-Será um campeão!
– Nada, será um matemático!
– Não, será palestrante, olha como tenta balbuciar algo…
– Mas, é tão lindo, não é?!
A mãe ouvindo tudo aquilo, muito feliz por aquele momento e por estar ouvindo pessoas queridas e elogios ao seu bebê. Que momento mágico e tão único.
As previsões se vão com o vento.
Ele será o que ele achar que deve ser.
Foi crescendo, andou, falou, correu e alguns diziam:
– andou muito cedo!
-falou muito cedo!
– dará trabalho!
A mãe ouve e continua ali profundamente feliz com o seu pequeno. Pouco se importando se falou, andou, correu cedo.
Importa mais o sorriso, o brilho nos olhos, os movimentos do corpo. Importava se estava sendo criança. Se brinca, se olha como criança, se chora quando precisa de algo.
O menino era encantador, a mãe aprendendo a ser, e a crescer junto com o menino.