Moça com dúvida de tudo que se culpa por não aceitar e conviver com a diferença.
Quem sou eu?
Moça que tenta se expressar com desenhos, figuras, palavras, textos e corpo
só quer ficar no seu mundo, lugar imenso, mas ao mesmo tempo reservado, fechado e protegido
Quem sou eu?
Moça que sente raiva, ódio e tristeza do mundo e pelo mundo não ser como eu gostaria que fosse: doce, colorido, maternal e paternal
Quem sou eu?
Moça que não sabe ser doce, colorida e pouco maternal. Furiosa, romântica… às vezes sem cor
Quem sou eu?
Moça que quer um texto bonito e bem escrito, uma pintura bonita na moldura a mais bonita. Que ainda é o seu vigesimo rascunho
Quem sou eu?
Moça vazia e cheia ao mesmo tempo. Ora é folha branca. Ora é cor indefinida
Às vezes é som e muitas vezes é silêncio
Quem sou eu?
Moça esperta, brincalhona e interessante. Não, não me reconheço assim
Quem sou eu?
O grito, a amargura, o pensamento vazio ou cheio demais. Conexão e desconexão, pés no chão, pés no ar
Quem sou eu?
Moça carinhosa, culta, espevitada, atrevida, do coração grande. Não, não me reconheço
Quem sou eu?
Moça que descansa e que estuda, que cresce e que caminha por longas ruas, que chora quando tem medo, que grita em silêncio, que se torna pequena, média e grande em cinco segundos, que observa e vê o vazio, que olha de nova e vê luz, cor e felicidade, que pisca e tudo parece ruir.