Sonho – fragmentos

Estou hospedada na casa dos meus tios, acho eu
A casa é velha, a porta não fecha toda, é de madeira
Tem uma saída de ar no teto que não funciona direito
Uma janela enorme, uma árvore entra pela janela.
(…)
Quando vou dormir coloco um pedaço da árvore para fora, uma lagarta verde aparece e tiro o lençol, sacudindo tudo na cama. O galho da árvore fica bem em cima da minha cama.
Percebo o quanto a casa é velha, o meu quarto, inclusive.

(Set/2025)

Sonho – na casa do meu pai

Assim que os encontro digo que decidi pintar a parede do meu quarto de laranja. Uma parede que está descascada, vem ficando assim com o tempo. Está feia com um acinzentado aparecendo.
Penso em todos os materiais que preciso comprar.
Penso se a cor vai ser muito forte, penso em tons mais suaves
A campainha toca, estou perto da porta e abro, já havia comentado que um amigo estava para chegar e ele chegou. Finalmente!

(Set/2025)

Nome

Talvez a vida seja esse monte de coisa que a gente mal sabe nomear
Só me pergunto, acordamos algo antes de vir parar nisso que chamamos de vida?
Quem inventou a palavra VIDA?
VIDA… soa bonito, mas quem a inventou?
Qual é a versão da vida? A que acordamos antes de vir? A que escolhemos enquanto estamos aqui? Ou esse pedacinho entre o nascimento e a morte e todos os acontecimentos que cabem nesse meio?
VIDA, gosto da pronúncia
como gosto como o meu nome é pronunciado, PATRICIA
A pesar de ter mais silabas, tem conexão, são palavras fortes,
com presença
tem som de respiro,
de fortaleza,
de leveza,
tem som.

Quem é você?

Como não sonhar o sonho que já foi sonhado?
Como não acreditar na fantasia que foi realidade?
Como não acreditar no sentimento que é tão forte?
Como não acreditar no desejo que faz o meu corpo revirar?
Como não acreditar nas vozes que ouço, me chamando e te chamando para um abraço?
E eu nem sei quem és tu, nem sei que forma tens… Como não acreditar no que sinto?