Estou no teatro organizando uma peça. Um amigo fisioterapeuta está na organização também, da peça ou do corpo?
Estamos em discordância.
Muita gente no elenco, difícil de organizar.
É uma peça pequena, com um elenco grande.
Uma mente com muitos pensamentos…ops! personagens.
Um coração com muitos sentimentos…ops! cenários.
Poucos aplausos para grandes encenações.
(Maio/ 2025)
Blog
Sonho
Trabalhando em uma floricultura em frente ao colégio que estudei.
Com 2 caras.
Vendendo flores, onde fui muito feliz e muito triste.
(Maio/2025)
Tu
Ainda te vejo na sombra
Ainda te vejo longe de mim
Ainda falo de você, contra você
Como? Se você é também de mim
Como? Se ainda penso no que não fiz
Os seus defeitos seriam os meus refletidos?
Espelho a nossa relação naquela à qual, ainda hoje, tento sobreviver?
Quem é você?
Uma ilusão minha?
A minha projeção dos meus defeitos?
Por que não me chego e me aconchego?
Por que me separo e te afasto?
Quem és tu que me olha a fundo?
Para onde foi o amor que estava aqui?
Cadê aquele amor em que, em pouco tempo, você disse que me amava?
Cadê aquele amor em que havia gargalhadas?
Cadê a cumplicidade na crítica ao outro?
A festa, o brilho, o dinheiro, as ações…
Viraram arrogância
Viraram raiva
Viraram desprezo
Tentando fazer arte com tudo isso
Com os cartões desejando felicidades ao casal
Com o brilho que restou da festa
Com os sentimentos de vazio marcados por um olhar através da porta
Tentando lembrar do início
Era mesmo amor?
Uma noite de tarô e vinho
Chamei umas amigas do grupo de tarô para a minha casa para fazermos uma noite de tarô regada a vinho. Íamos colocarem prática tudo o que estávamos aprendendo
Chiara é que está mais avançada nos estudos, aplicada, pesquisa tudo o que pode e manda os resultados da pesquisa para gente no nosso grupo. Luas no tarô é o nome do grupo.
Tiana é a que sempre posta um emoji, nem sei se lê mas acho simpático da parte dela sempre responder.
Alina é a que menos interage apesar de sempre estar presente nos encontros presenciais, nao gosta muito de falar da vida dela, mas sempre estar atenta nas conversas.
E eu, eu sou uma mistura de todas, gosto do encontro, das gargalhadas, das vozes que começam baixo e daqui a pouco esta as gargalhadas por conta do vinho. Gosto da vida que vai se fazendo em nós, deixando marcas cada vez mais acentuadas nos nossos rostos e nas nossas histórias.
Nos encontros compartilhamos nossas perdas. Eu perdi um filho, amores e parentes, tenho histórias que não foram vividas e outras que foram vividas aos extremos. Chiara perdeu o irmão em um acidente trágico. Alina e Tiana nunca compartilharam nada, sabe-se lá se guardam a dor para elas ou talvez essa dor nunca as tenham alcançado. Sorte a delas!
Tiana gosta de falar dos seus envolvimentos amorosos, cada história mais gostosa que a outra. Não tem gênero, cor ou textura certa, cada hora é de um jeito.
Tiana parece que é feliz assim, carrega com ela uma luz e alegria própria.
Alina, apesar de mais calada, traz paz para o grupo, um sorriso aqui e outro ali, alimenta sempre o silêncio. O que seria da paz se não fosse pelo silêncio?
Eu estou na mistura de todas elas. Uma hora sou a Imperatriz, uma das cartas que mais se apresentam para mim. Às vezes sou a Sacerdotisa; ora o Louco, ora a Morte. Talvez seja disso que eu goste no tarô: nenhuma de nós precisa ser uma coisa só.
Nos divertimos tirando cartas umas para as outras, entre uma taça e outra, e seguimos nessa espécie de crença, um pouco no tarô, um pouco na sorte, um pouco na vida.
Com quantos galhos se faz a tristeza?
As árvores são de diferentes tipos e espessuras. Umas dão a impressão de serem fortes e resistentes; outras são mais finas. Seriam essas mais frágeis?
Como a árvore se torna forte?
Seriam o vento, a chuva, o sol, os dias quentes e úmidos que a deixam com galhos resistentes?
Se a tristeza fosse uma árvore, como ela seria?
Qual é a cor da tristeza? Teria uma cor e um único formato?
A tristeza tem hora que vem e toma conta, pulsa, rasga, destrói. Eu a representaria de laranja forte.
A tristeza às vezes vem de mansinho, vem naquele choro não chorado, quase como algo muito esquecido, mas que sempre esteve ali, como mar manso no pôr do sol, quando as ondas vão e vêm, calmas, rasteiras. Eu a representaria de lilás.
A tristeza pode ser calmaria, pode ser momento de se fechar e se abrir para si mesmo, como também pode ser desespero.
Pode ser desespero que precisa de aconchego, de abraço, de um lugar quente, de um lugar… apenas.