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Vai besta…

Corre lá
Deixa o seu país pensando em uma vida melhor
Vai besta, corre para os braços do exterior
Vai besta, acompanhada do barba azul
Vai besta, ingênua, achas que o outro lugar é melhor
Vai besta, corre para os braços do colonizador
Vai besta, se perde se achando grande porque agora é opressora
Vai besta, lá fora ninguém te quer por perto
Vai besta, volta de onde veio

Quase tudo

Na minha adolescência quase tudo era brilho
Quase tudo era liberdade
Quase tudo era sobre ser livre. Tudo era rebeldia.
Quase tudo era amizade
Quase tudo era ódio
Quase tudo era raiva. Tudo era sobre ser feliz.
Na minha adolescência. Tudo virou sobre falsidade, falta de amor, destrato
Até que ele veio, no final da minha adolescência e tudo passou a ser amor, quase tudo.

Serei

Comprarei uma casa com janelas grandes e um jardim pequeno para que eu possa cuidar, ou talvez tenha uma varanda onde caiba flores, as minhas.
Farei também uma viagem pela Itália, visitarei lugares especiais, cantos não conhecidos, experimentarei algo não experimentado antes.
Vou dirigindo, sem medo.
Pintarei quadros e farei uma exposição, lembrarei do meu tio e avó, artistas.
Começarei a nadar e dançar, farei jazz, dança contemporânea e capoeira. Incluirei alguma dança africana que me faça sentido, que faça o meu corpo vibrar da mesma forma que acontece quando assisto alguma apresentação.
Responderei as perguntas sobre o amor com mais clareza.